Cenas criadas por inteligência artificial chocam profissionais e colocam direitos autorais no centro da discussão
Carlos Valente, em Fevereiro 18, 2026 | 88 visualizações | Tempo de leitura: 4 min - 642 palavras.
Durante décadas, Hollywood foi sinônimo de inovação tecnológica no cinema. Câmeras mais avançadas, efeitos especiais cada vez mais realistas e produções multimilionárias definiram o padrão da indústria. No entanto, um novo elemento entrou em cena e está mudando rapidamente esse cenário: a inteligência artificial.
O lançamento da Seedance 2.0, uma nova inteligência artificial desenvolvida pela ByteDance, empresa dona do TikTok, provocou um verdadeiro terremoto no mundo do entretenimento ao demonstrar que cenas cinematográficas complexas podem ser criadas sem câmeras, atores ou estúdios tradicionais.
A Seedance 2.0 é um modelo avançado de inteligência artificial capaz de gerar cenas completas de vídeo com qualidade cinematográfica. Diferente de ferramentas anteriores, ela não se limita a pequenos clipes ou animações simples. A tecnologia cria enquadramentos realistas, movimentos de câmera naturais, iluminação de estúdio e expressões faciais extremamente detalhadas.
Um dos exemplos que mais repercutiu foi um confronto hiper-realista entre personagens com aparência idêntica a atores consagrados como Tom Cruise e Brad Pitt, criado inteiramente por inteligência artificial. O resultado visual impressionou até profissionais experientes da indústria cinematográfica.
O impacto da tecnologia pode ser visto no vídeo abaixo, que circulou amplamente nas redes sociais e fóruns especializados, levantando dúvidas sobre os limites entre criação artística, direitos autorais e uso de imagem.
A repercussão foi imediata. Roteiristas, diretores e produtores passaram a se manifestar publicamente. Rhett Reese, conhecido pelo trabalho em Deadpool, declarou preocupação com a velocidade dessa evolução e com o impacto direto sobre empregos criativos.
Estúdios tradicionais veem a tecnologia como uma ameaça dupla: redução de custos para novos concorrentes e possível uso indevido de imagens, estilos visuais e até rostos de artistas sem autorização formal.
O avanço dessas ferramentas já provocou uma onda de processos judiciais. Grandes estúdios acusam empresas de tecnologia de treinar modelos de inteligência artificial com filmes, roteiros e cenas protegidas por direitos autorais, sem consentimento ou pagamento de licenças.
Do outro lado, empresas de tecnologia argumentam que os modelos aprendem padrões gerais, não copiam obras específicas. Essa disputa jurídica ainda está longe de uma definição e deve moldar o futuro da indústria criativa nos próximos anos.
Do ponto de vista técnico, a resposta começa a se tornar desconfortável para os estúdios tradicionais. Em termos de qualidade visual, coerência de cena e velocidade de produção, a inteligência artificial já entrega resultados comparáveis a grandes produções.
No entanto, o cinema não se resume apenas à estética. Narrativa, emoção, contexto cultural e sensibilidade humana ainda são elementos onde criadores humanos mantêm vantagem. A grande questão não é se a inteligência artificial vai substituir Hollywood, mas como Hollywood vai se adaptar a essa nova realidade.
O uso de inteligência artificial para criar imagens e vídeos hiper-realistas também levanta riscos importantes, como deepfakes, manipulação de informações e uso indevido de identidade. Entender essas tecnologias e saber identificar conteúdos artificiais se torna cada vez mais essencial.
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Nota: Todas as imagens utilizadas neste artigo foram geradas com o auxílio de inteligência artificial por meio do ChatGPT 5.2 e DreaminaAI, com o objetivo de ilustrar o conteúdo de forma didática e acessível aos nossos leitores.