Do Gemma ao Llama, como modelos flexíveis e de alto desempenho desenvolvidos por gigantes de tecnologia estão dominando a preferência das empresas
Carlos Valente, em Setembro 11, 2026 | 66 visualizações | Tempo de leitura: 5 min - 929 palavras.
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Áudio resumo criado por Inteligência Artificial
Modelos de inteligência artificial mais baratos e personalizáveis ganham espaço nas empresas e começam a desafiar o domínio das plataformas fechadas.
A inteligência artificial está cada vez mais presente nas empresas, mas existe um problema que nem sempre aparece nas demonstrações: a conta. Quanto mais uma companhia utiliza essas ferramentas, maior pode ser o gasto com processamento, assinaturas e serviços de IA.
Foi esse cenário que levou a AT&T, uma das maiores operadoras de telecomunicações dos Estados Unidos, a buscar alternativas. A empresa passou a ampliar o uso de modelos abertos em atividades como transcrição de chamadas e atendimento ao cliente. Segundo seus executivos, a mudança já permitiu economias de até 80% em comparação com o início do ano.
O movimento não significa abandonar as IAs conhecidas. Significa descobrir quando vale pagar por um modelo mais avançado e quando uma alternativa mais barata resolve o problema.
Pense em uma IA como um motor que recebe uma pergunta e produz uma resposta. Nos modelos fechados, a empresa criadora controla o acesso ao sistema e normalmente cobra pelo uso. É o caso de boa parte dos serviços oferecidos pela OpenAI e pela Anthropic.
Já os modelos abertos permitem que outras pessoas ou empresas tenham acesso a componentes essenciais da tecnologia. Muitos são chamados de modelos de pesos abertos, pois disponibilizam os parâmetros que aprenderam durante o treinamento. Isso permite executar o modelo em infraestrutura própria e, em determinados casos, adaptá-lo para tarefas específicas.
Existe, porém, uma diferença importante: pesos abertos não significam necessariamente código totalmente aberto. As permissões dependem da licença de cada modelo.
O principal atrativo é a possibilidade de reduzir custos e ter mais controle. Uma empresa pode utilizar um modelo menor para classificar documentos, resumir textos ou responder perguntas frequentes, sem precisar recorrer sempre a uma IA de última geração.
A AT&T já utiliza uma estratégia que combina modelos proprietários e abertos. Seu sistema escolhe a alternativa mais adequada para cada tarefa, levando em conta custo e desempenho.
A Deloitte também anunciou, em setembro de 2026, uma prática dedicada a ajudar empresas a desenvolver soluções com essa combinação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade, previsibilidade de gastos e controle sobre dados e aplicações.
Isso não quer dizer que a IA aberta seja gratuita. Servidores, energia, manutenção e profissionais especializados também custam dinheiro. A economia depende do volume de uso e da estrutura necessária.
Um levantamento da Vercel, plataforma utilizada por desenvolvedores, ajuda a dimensionar essa tendência. Em junho de 2026, modelos de pesos abertos responderam por 29% do volume de processamento de seu serviço AI Gateway, mas representaram menos de 4% dos gastos.
Esses números não retratam todo o mercado de IA. Eles mostram o comportamento dos clientes daquela plataforma, mas revelam algo importante: tarefas de grande volume podem ser direcionadas para modelos mais econômicos.
Ao mesmo tempo, modelos fechados continuam relevantes. No mesmo levantamento, a Anthropic concentrou 61% dos gastos, apesar de responder por 32% do volume. Isso sugere que muitas empresas reservam os sistemas mais caros para trabalhos nos quais a capacidade adicional compensa o investimento.
Modelos de empresas chinesas, como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI, ganharam destaque por oferecer alternativas competitivas e acessíveis. Empresas americanas, como Meta e Google, também disponibilizam famílias de modelos abertos ou de pesos abertos.
Outro sinal da importância desse mercado veio em 3 de setembro de 2026, quando a Nvidia anunciou um acordo para adquirir a Hugging Face por aproximadamente US$ 12,9 bilhões. A plataforma é um dos principais ambientes para compartilhar e utilizar modelos de IA.
A disputa, portanto, não envolve apenas quem desenvolve a IA mais poderosa. Também envolve quem consegue oferecer tecnologia acessível, infraestrutura e liberdade de escolha.
Para uma pequena empresa, a notícia não significa que seja necessário instalar uma IA própria imediatamente. O mais importante é perceber que existem alternativas.
Uma solução de atendimento, automação ou análise de documentos pode combinar modelos diferentes conforme a necessidade. Em alguns casos, um serviço pronto será mais simples e econômico. Em outros, um modelo aberto poderá oferecer mais controle ou reduzir o custo de uso.
Antes de escolher, vale comparar qualidade das respostas, preço total, privacidade, suporte e facilidade de manutenção.
A tendência aponta para um mercado no qual as empresas não precisarão escolher uma única IA para tudo. O melhor resultado poderá vir da combinação entre modelos abertos e fechados, com cada um utilizado na tarefa em que oferece mais valor.
Explore outros aspectos da adoção de inteligência artificial, do processamento local à disputa entre fornecedores de modelos.
A Valente Soluções pode ajudar sua empresa a avaliar necessidades de tecnologia e oportunidades de automação. Para conversar sobre o seu cenário e planejar os próximos passos, fale conosco.
Nota: Todas as imagens utilizadas neste artigo foram geradas com o auxílio de inteligência artificial por meio do ChatGPT 6 e Nano Banana 2, com o objetivo de ilustrar o conteúdo de forma didática e acessível aos nossos leitores.